Suco pasteurizado ou não pasteurizado: o que apresenta risco?
Por Carina
No departamento de alimentos frescos ou no mercado, às vezes é possível encontrar sucos de frutas “não pasteurizados”, apresentados como mais naturais. Mas essa ausência de tratamento térmico tem consequências para a segurança alimentar.
A pasteurização existe justamente para eliminar os microrganismos que podem ser encontrados no suco, especialmente quando os frutos não foram perfeitamente lavados ou vêm de culturas próximas a fazendas.
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Veja o que a pasteurização realmente muda, quais riscos estão associados ao suco não pasteurizado e quem deve ter cuidado com isso em particular.
O que a pasteurização faz
A pasteurização consiste em aquecer brevemente um líquido a uma temperatura suficiente para destruir a maioria das bactérias, leveduras e bolores que ele possa conter, sem alterar completamente seu sabor. Para sucos de frutas, esse tratamento visa bactérias em particular, como Escherichia coli (E. coli) e algumas salmonelas, que podem estar presentes na casca da fruta ou no ambiente de produção.
Um suco pasteurizado, devidamente embalado e fechado, tem, portanto, um risco bacteriano muito baixo em comparação com um suco que não foi submetido a nenhum tratamento térmico.
Os riscos do suco não pasteurizado
O suco não pasteurizado pode conter bactérias patogênicas, embora tenha um sabor bom e pareça normal. Essas bactérias não estão presentes sistematicamente, mas seu risco nunca é zero, especialmente para sucos caseiros de pequenas produções onde o controle da saúde é menos rigoroso do que na indústria.
Os sintomas de intoxicação associados a esse tipo de contaminação geralmente incluem:
- Dor abdominal e cólicas
- Diarreia, às vezes grave
- Náuseas ou vômitos
- Febre
Na maioria dos casos em um adulto saudável, esses sintomas permanecem leves e desaparecem em poucos dias. Mas esse não é o caso de todos.
Quem deveria evitá-lo especialmente?
Algumas populações são mais vulneráveis a complicações decorrentes de intoxicações alimentares e devem evitar sucos não pasteurizados.
- Crianças pequenas
- Mulheres grávidas
- Os idosos
- Pessoas imunossuprimidas ou com doenças crônicas
Para esses públicos, uma infecção que permaneceria leve em um adulto saudável pode levar à desidratação grave ou a complicações mais sérias. Em caso de dúvida, é razoável preferir sistematicamente o suco pasteurizado para esses perfis.
Nossas dicas
►Verifique sempre a etiqueta
As palavras “pasteurizado” ou “não pasteurizado” devem aparecer na embalagem. Na ausência de uma indicação clara, especialmente em um mercado, não hesite em perguntar diretamente ao produtor.
►Não se deixe enganar pela aparência ou pelo sabor
O suco contaminado pode ter a mesma aparência e sabor de um suco saudável. A presença de bactérias patogênicas não pode ser vista ou sentida necessariamente.
►Mantenha o suco não pasteurizado sempre frio
Se não tiver sido pasteurizado, o suco deve permanecer refrigerado sem interrupção da produção ao consumo e ser bebido rapidamente após a abertura.
A pasteurização continua sendo a principal barreira contra bactérias potencialmente presentes no suco de frutas: uma escolha simples que faz uma diferença real em termos de segurança, especialmente para o público mais frágil.
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